Aluno do Instituto Confúcio na Unicamp participa da competição nacional do “Ponte Chinesa” na Cidade de Recife

Nosso Aluno de Mandarim III, Gabriel Trevisan, participou no último domingo da Cidade de Recife, em Pernambuco, da competição do Chinese Bridge (Ponte Chinesa) disputando com estudantes dos Institutos Confúcio de todo o Brasil uma vaga na competição Mundial na China. Na competição, que é totalmente em chinês, os participantes expõe seus conhecimentos lendo artigos, respondendo perguntas sobre a China e fazendo uma apresentação artística no palco, neste ano Gabriel cantou uma canção tradicional Chinesa chamada jing zhong bao guo, enquanto escrevia em caligrafia tradicional chinesa alguma palavras.

Gabriel não ficou entre os três primeiros colocados, mas recebeu certificado de destaque na competição. Os ganhadores foram estudantes que moraram na China por vários anos e que agora partem para a competição Mundial que acontece na China.

Todos os anos o Instituto Confúcio selecionará um aluno para representar nosso Instituto na competição. Todos podem participar, não existe nível mínimo ou máximo de conhecimento para entrar na competição, apenas exige dedicação e preparação para que seja selecionado pela diretoria. O Instituto Confúcio cobre todas as despesas da viagem e estadia dos participantes.

Fizemos uma pequena entrevista com Gabriel para saber qual sua opinião sobre o ensino da língua chinesa e o Chinese Bridge.

 


 

IC: Qual razão de estudar o Mandarim?

Gabriel:   Em suma, eu estudo Mandarim para ter acesso a conteúdo produzido em Chinês. Este argumento poderia, a princípio ser utilizado para qualquer outra língua, no entanto há algumas características únicas do Mandarim. Um deles é a quantidade massiva de pessoas que falam o idioma tanto na China quanto em outros países e o segundo ponto é influência que a China possui no mundo. Ambos os pontos podem ser expandidos em inúmeros subtópicos que gerariam sua própria discussão.

Caso desejássemos contabilizar todas as vantagens do estudo do Mandarim, iríamos, provavelmente, despender enorme tempo simplesmente para listar tais benefícios. Porém, poderíamos, de forma breve responder da seguinte forma: é interessante a dinâmica de produção de conteúdo, por exemplo de entretenimento e ensino, para uma comunidade tão grande e heterogenia quanto a China; é impressionante a quantidade enorme de documentos históricos produzidos em chinês; é útil para a carreira profissional dado oportunidades comerciais e de pesquisa com empresas, universidades e institutos de nacionalidade Chinesa; houve e ainda há uma imensa produção literária;  houve e ainda há uma influência da China na Ásia muito grande, portanto qualquer estudo de cultura asiática seria dado como incompleto sem a presença de pelo menos o básico da língua Chinesa etc.
Tais pontos, no entanto, podem ser entendidos como corolários das duas seguintes declarações, as quais eu escolho como resposta para tal pergunta: A quantidade de pessoas falantes da língua Chinesa é enorme e cada vez mais pessoas cuja descendência não é Chinesa se interessam pelo seu aprendizado; A influência política, cultural e econômica da China é tão antigo quanto poderosa no mundo, sobretudo na Ásia, fazendo com que seja essencial o aprendizado dá língua Chinesa, sobretudo o mandarim, para que tais tópicos possam ser estudados.
IC: Qual a importância do Chinese Bridge para você?
Gabriel:   A competição Chinese Bridge tem um significado enorme: ela demonstra a importância dada pela China no ensino do Mandarim e da cultura Chinesa pelo mundo. Isso mostra um interesse não apenas acadêmico, mas sim de formação de pontes entre a China e outros países. Dessa forma, a participação da competição Chinese Bridge demonstra o início de uma construção de uma ponte entre a China e o Brasil, ligando duas universidades, BJTU de um lado e a Unicamp de outro por meio do Instituto Confúcio. Fico muito feliz de ter a oportunidade de participar, mesmo que de forma pequena, na construção dessa relação.

Seguem as fotos do evento que ocorreu na Universidade de Pernambuco.

 

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