Celebração ao Instituto Confúcio

Hongyan Gao, diretora do Instituto Confúcio pela instituição chinesa

Hongyan Gao, diretora do Instituto Confúcio pela instituição chinesa

 

Tadeu Jorge e Ning Bin descerram placa do Instituto Confúcio

Tadeu Jorge e Ning Bin descerram placa do Instituto Confúcio

 

Estudante interpreta trecho de ópera

Estudante interpreta trecho de ópera

 

Trupe da Beijing Jiaotong University

Trupe da Beijing Jiaotong University

Walter Belik, diretor do Instituto Confúcio pela Unicamp

Walter Belik, diretor do Instituto Confúcio pela Unicamp

 

Trupe da Beijing Jiaotong University

Trupe da Beijing Jiaotong University

Ning Bin, reitor da Beijing Jiaotong University

Ning Bin, reitor da Beijing Jiaotong University

 

Autoridades na cerimônia de inauguração do Instituto Confúcio na Unicamp

Autoridades na cerimônia de inauguração do Instituto Confúcio na Unicamp

O belo espetáculo de música, dança, canto e artes marciais proporcionado por uma trupe de estudantes da Beijing Jiaotong University, e pelo coral Zíper na Boca e o duo Rafael Thomaz e Guilherme Lamas da Unicamp, trouxe um clima de celebração à inauguração oficial da unidade do Instituto Confúcio no campus. O Instituto Confúcio é uma rede criada em 2004 e atualmente instalada em 465 universidades de 125 países, como parte de um projeto do governo chinês voltado à difusão do idioma mandarim e da cultura chinesa em plano global. A unidade sediada na Unicamp é a oitava no Brasil, que ainda receberá duas outras.

A cerimônia de inauguração, com o descerramento da placa da sede que ficará na Biblioteca Central Cesar Lattes, aconteceu na tarde desta quarta-feira, no Centro de Convenções. À noite foi servido um coquetel na abertura da exposição “Beautiful China”, na BCCL, estando programados mais dois dias de atividades. “Temos faixas e banners na Universidade anunciando que ‘a China é aqui’. Isso significa que queremos trazer para cá a cultura e a civilização chinesas, que há 2500 anos tem o nome de Confúcio ligado a um sistema acadêmico que influenciou a China dos dias de hoje”, disse o professor Walter Belik, representante da Unicamp na direção do Instituto Confúcio.

Antes de declamar um poema de Confúcio, para mostrar que mesmo na atualidade o pensador pode ser lido com facilidade, a professora Hongyan Gao, diretora do instituto pelo lado chinês, informou que o governo do seu país elegeu 2016 como o “Ano da China na América Latina”, iniciando vários programas tendo como base o conhecimento. “O governo tem grande interesse em construir um relacionamento estratégico para o desenvolvimento Sul-Sul e, a nossa universidade, em aprofundar as relações acadêmicas, trazendo maior conhecimento da cultura chinesa.”

O professor Ning Bin, reitor da Beijing Jiaotong University, lembrou que esteve na Unicamp há seis anos, quando o principal assunto nas discussões era a criação do Instituto Confúcio. “Nesses tempos de globalização e competição internacional, somos dois países emergentes, multiculturais e multissetoriais. Espero resultados competentes em termos educacionais. Confúcio representa todos os setores educacionais e desejo que sejamos tocados por seu espírito. O Instituto é um jardim florido para o desenvolvimento da nossa amizade.”

O reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, afirmou que a criação do Instituto Confúcio é o início de um grande percurso de interação e de ganhos para Brasil e China, e que proporcionará muitos frutos em várias áreas e sob vários olhares, especialmente o acadêmico. “O aprendizado do mandarim na Universidade permitirá intensificar ainda mais as relações acadêmicas, beneficiando as nossas atividades de ensino e produção de conhecimento novo, com o intercâmbio de docentes e alunos, bem como as relações com a sociedade através das atividades de extensão. Temos muito a aprender em tecnologia de transporte e informática, mas também temos muito a contribuir, como por exemplo, na produção de alimentos e segurança alimentar.”

Para o professor Alvaro Crósta, coordenador-geral da Unicamp, o Instituto Confúcio tem um nome carregado de simbolismo por representar mundialmente a cultura chinesa. “É uma ação para disseminar a língua, história e cultura chinesas, que também vai facilitar os intercâmbios com a China, em particular com a Jiaotong University. Há uma grande demanda da nossa comunidade, tanto que o curso de mandarim já é uma iniciativa de sucesso, com mais de cem inscritos em sua primeira edição. Nossas instituições em conjunto têm um desafio muito bom pela frente, que é de promover esta aproximação entre os dois países.”

Também prestigiando a cerimônia, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, informou que a prefeitura já mantém laços de amizade com a cidade de Dongguan, e que aqui se instalou a BYD – empresa chinesa responsável por 70% das baterias de telefones celulares utilizados no mundo. A BYD, segundo o prefeito, está iniciando a partir de Campinas sua produção de veículos elétricos e híbridos, e começa a entregar os primeiros ônibus elétricos ao município. As outras autoridades que compuseram a mesa de abertura foram Marco Aurélio Ubiali, representando o vice-governador de São Paulo, Márcio França; e Shi Zequn, representante do embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang.

Reunião do Conselho
Um acordo de cooperação na área de transportes foi o tema que se sobressaiu na primeira reunião do Conselho Deliberativo do Instituto Confúcio, realizada na manhã desta quarta-feira. A China possui a maior rede de trens rápidos do mundo e a Beijing Jiaotong University, segundo o reitor Ning Bin, participou ativamente do projeto nacional para a construção de 16.000 mil quilômetros de ferrovias, além de ter prestado assessoria para os primeiros metrôs de Beijing e Xangai. “Esperamos cooperar com as universidades brasileiras nesta área”, adiantou.

O professor Luís Augusto Barbosa Cortez, vice-reitor executivo de Relações Internacionais da Unicamp, observou que o tema da ferrovia traz três aspectos de interesse: o transporte de carga (soja e minério de ferro, no que se refere às relações comerciais com a China), passageiros (os chamados trens rápidos) e o metrô (na questão da mobilidade urbana). “Do ponto de visto acadêmico, uma cooperação nesta linha de pesquisa envolveria pelo menos as áreas de engenharia civil, engenharia mecânica, engenharia elétrica e economia. Talvez possamos realizar um workshop para discutir o tema e depois inaugurar um programa”, sugeriu.

Também começaram a ser discutidas pelo Conselho Deliberativo parcerias relacionadas a um curso de português da Escola de Línguas da instituição chinesa e na área de esportes, tendo como mote a Olimpíada do Rio de Janeiro no próximo ano e o fato de a China figurar no topo do ranking olímpico. Uma coincidência constatada na reunião é que no mesmo Ano 50 da Unicamp, a Beijing Jiaotong University comemora seu 120º aniversário; e que as atividades comemorativas, em ambas as instituições, serão promovidas durante um ano (aqui, a partir de outubro próximo, e em Beijing, a partir de setembro), oferecendo mais um motivo para ações conjuntas no âmbito do Instituto Confúcio.

Também participaram da primeira reunião do Conselho Deliberativo, pela Unicamp, Walter Belik, do Instituto de Economia (IE) e diretor do Instituto Confúcio; Adriana Nunes Ferreira, do IE e coordenadora adjunta do Fórum Pensamento Estratégico (Penses); e Regiane Alcântara Eliel, coordenadora-geral do Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU). E pela Beijing Jiaotong University, Hongyan Gao, diretora do Instituto; Xu Anguo, diretor de Recursos Humanos; Sl Xianzhu, decano da Faculdade de Línguas e de Comunicação; Dong Hairong, vice-diretor de Assuntos Internacionais; e Wang Zhengxu, aluna da Escola de Idiomas e Comunicação.

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