Chineses vêm à Unicamp discutir implementação do Instituto Confúcio

 

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A Vice-Reitoria Executiva de Relações Internacionais da Unicamp (Vreri) recebeu na sexta-feira (dia 11) a visita de uma delegação chinesa da Beijing Jiaotong University. O grupo veio com o objetivo de discutir a implementação do Instituto Confúcio na Unicamp. O acordo deve ser assinado na próxima quinta-feira, dia 17, em Brasília pelo reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, e pela diretora do Confucius Institute Headquarters (HANBAN), Xu Lin. A assinatura ocorrerá no Palácio do Planalto, na presença dos presidentes do Brasil, Dilma Roussef, e da China, Xi Jinping, durante as comemorações de 40 anos de comércio entre Brasil e China.

A comitiva que veio à Unicamp era composta por Cao Guoyong, Dong Hairong, Yan Xuedong e Wang Chengxu. O grupo chinês foi recepcionado pelo chefe de gabinete adjunto, Osvaldir Pereira Taranto; pelo vice-reitor executivo de relações internacionais, Luis Augusto Barbosa Cortez; pela pró-reitora de pesquisa, Glaucia Maria Pastore; pelos assessores da Vreri, Eleonora Cavalcante Albano, Max Henrique Machado Costa e Yoon Kil Chang; e pelos assessores da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP), Douglas Soares Galvão e Fernando Antônio Santos Coelho.

Yoon Kil Chang, que também é diretor associado da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), diz que a instalação do Instituto Confúcio na Unicamp trará benefícios em termos de mobilidade estudantil, mobilidade de docentes e pesquisa, e também de apoio do governo chinês e de empresas chinesas que estão vindo para o país. O Instituto Confúcio foi criado pelo Ministério da Educação e Cultura da China para divulgar e disseminar o mandarim e a cultura chinesa pelo mundo. Está presente em vários países, funcionando sempre em parceria com uma universidade chinesa – no caso da Unicamp a parceria será com a Beijing Jiaotong University. Os chineses cuidarão do material didático e da vinda dos professores e a Unicamp cuidará da hospedagem e da infraestrutura de operação.

Após a assinatura do acordo, a FEA disponibilizará uma sala para as aulas de mandarim. Essas aulas serão oferecidas por professores enviados pelo governo da China. “O governo chinês alocaria inicialmente 150 mil dólares para toda a logística, mas como já temos um lugar para sala de aula e para alocar professores, esse dinheiro poderá ser utilizado, se houver acordo de ambos lados, para uma futura construção de uma pequena sede do Instituto Confúcio dentro da Unicamp. Mas isso a médio prazo”, informou o professor Yoon.

Já são sete institutos no Brasil, com convênios assinados com Unesp, UnB,  Puc-Rio, UFRS, FAAP, UFMG e UFPE.  O HANBAN ainda assinará acordos com a UFCE e com a UEPA na mesma data de assinatura com a Unicamp.  “Sediar o Instituto Confúcio vai ser muito bom para a universidade porque a China tem um potencial muito grande. Traria muitos benefícios em ensino, pesquisa e extensão”, concluiu o professor Yoon.  Já para o professor Max Costa, “esse é um marco no relacionamento entre os países nos campos acadêmico, científico e de relações culturais. Vejo que é um ponto em que se estabelece uma nova rota nesse relacionamento”.

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