Instituto Confúcio é concretizado

Instituto Confúcio é concretizado

Instituto Confúcio é concretizado

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Professora Hongyan Gao

Professora Hongyan Gao

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Reitor Jorge Tadeu recebe Profª Hongyan Gao

Reitor Jorge Tadeu recebe Profª Hongyan Gao

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Reitor Jorge Tadeu recebe Profª Hongyan Gao

Hongyan Gao em encontro com o coordenador-geral da Unicamp, Alvaro Crósta com o titular da VRERI, Luis Cortez e o diretor brasileiro do IC, Walter Belik

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A Unicamp inaugurará entre abril e maio de 2015 uma unidade do Instituto Confúcio (IC), projeto do governo da China voltado à difusão do idioma (mandarim) e da cultura do país em plano global. A previsão foi feita na última semana por dirigentes da Universidade, logo após a chegada da professora Hongyan Gao, da Beijing Jiaotong University. Ela compartilhará a direção do IC com o professor Walter Belik, do Instituto de Economia (IE). O IC da Unicamp será um dos dez do Brasil, sendo sete já em atividade e três em fase de implantação. Atualmente, há 471 deles em operação no mundo, espalhados por 125 países.

Na última semana, a professora Hongyan Gao foi recepcionada em ocasiões diferentes pelo reitor José Tadeu Jorge e pelo coordenador-geral da Universidade, Alvaro Penteado Crósta. Ambos manifestaram a satisfação de receber a representante chinesa e destacaram a importância que o IC terá para o estreitamento das relações entre a Unicamp e as universidades chinesas, especialmente a Beijing Jiaotong University. “A instalação do Instituto Confúcio na Unicamp complementa e dá abrangência ao processo de internacionalização da Universidade”, afirmou Tadeu Jorge.

Para Profº Hongyan Gao, nem a distância poderá atrapalhar a parceira entre Brasil e China

De acordo com o reitor, aprofundar o contato com a China é indispensável nos dias atuais, por causa da crescente importância do país no cenário mundial. “Além disso, é necessário destacar o grande salto de qualidade que as universidades chinesas deram nos últimos anos. A Unicamp tem todo o interesse em se relacionar com instituições que alcançaram elevado padrão de excelência”, disse Tadeu Jorge.

Alvaro Crósta também considerou que a instalação do IC aproximará a Unicamp não somente da Beijing Jiaotong University, mas também de outras importantes instituições de ensino superior daquele país. O coordenador-geral adiantou que o Instituto Confúcio da Unicamp terá uma característica diferente de seus congêneres. “Assim como as demais unidades, a nossa oferecerá cursos de mandariam e de cultura chinesa para a comunidade interna e, posteriormente, para a externa. Entretanto, nós também vamos dar uma ênfase muito forte aos projetos de cooperação acadêmica com as universidades chinesas”, adiantou.

Na mesma linha, o representante da Unicamp na direção do IC, professor Walter Belik, citou que há diversas áreas de interesse a serem exploradas pela Universidade e suas futuras parceiras da China. “Apenas a título de exemplo, penso que a Faculdade de Educação Física teria muito a ganhar com um acordo envolvendo alguma instituição chinesa especializada em esporte, visto que a China é uma grande potência olímpica. Por outro lado, a China tem enorme interesse no conhecimento que o Brasil detém na área de bioenergia”, pontuou.

Segundo o titular da Vice-Reitoria Executiva de Relações Internacionais (Vreri) da Unicamp, professor Luis Cortez, o trabalho nos próximos meses será de estruturação do Instituto Confúcio. Num primeiro momento, a unidade funcionará em um espaço cedido pela Biblioteca Central “Cesar Lattes” (BC-CL). “Com o tempo, a tendência é que o Instituto tenha uma sede própria dentro do campus”, disse. Ainda conforme Cortez, uma professora de mandarim virá da China em breve para começar a organizar o curso do idioma.

Cortez observou que a Beijing Jiaotong University é forte na área de transportes, o que favorecerá o estabelecimento de várias ações cooperadas. Segundo ele, embora possa parecer muito específico, o tema possibilitará o desenvolvimento de ações que envolvam diversas faculdades e institutos da Unicamp. “Quando falamos em transportes, falamos também em logística, construção, urbanização, meio ambiente e deslocamento de cargas e passageiros. São assuntos que interessam diretamente às áreas de Engenharia Mecânica, Engenharia de Alimentos, Engenharia Civil, Ciências Médicas, Geociências, Economia, Ciências Humanas e, claro, Linguagem, pois estaremos tratando com um parceiro estrangeiro”, elencou.

Há menos de um mês no Brasil, Hongyan Gao, que é especialista em gestão estratégica, se disse positivamente impressionada com o que teve oportunidade de conhecer. De acordo com ela, a primeira manifestação de interesse da Beijing Jiaotong University em firmar parceria com a Unicamp aconteceu em 2009, quando representantes da instituição chinesa visitaram a Universidade. Desde então, as conversações foram aprofundadas e culminaram com a assinatura de um convênio entre as duas partes no último mês de julho, em Brasília, num evento que contou com a participação da presidente Dilma Rousseff e do presidente da China, Xi Jinping.

Hongyan Gao explicou que o Instituto Confúcio é uma iniciativa do governo chinês sem fins lucrativos, que já soma dez anos. O maior objetivo do IC é a divulgação do idioma e da cultura chinesa, bem como o fortalecimento da amizade entre a China e outros países. A base do instituto é sempre uma parceria entre uma universidade chinesa e uma estrangeira. Atualmente, há 471 unidades em operação no mundo, espalhadas por 125 países. “O Instituto Confúcio funciona nos moldes do Instituto Goethe, da Alemanha, e do Instituto Cervantes, da Espanha. A escolha do nome se deu porque Confúcio foi um grande filósofo chinês, além de um grande representante da nossa cultura”, esclareceu.

A diretora chinesa do IC da Unicamp entende que a unidade funcionará como uma ampla plataforma, que possibilitará não apenas o oferecimento de cursos de mandarim e de cultura chinesa, mas também o desenvolvimento de diversas atividades de cooperação acadêmica entre a Unicamp, a Beijing Jiaotong University e outras instituições de ensino superior da China. Especificamente sobre a sua universidade, a docente informou que ela está entre as mais destacadas do país. Soma mais de 100 anos de história, com resultados muito positivos em várias áreas do conhecimento.

Atualmente, a Beijing Jiaotong University conta com 2.933 profissionais em seus quadros docente e administrativo. São aproximadamente 14 mil estudantes de graduação, 7.690 de mestrado e 2.529 de doutorado.  “A universidade tem 14 institutos, como o de Transporte e Logística, Eletroeletrônica, Física e Matemática, Direito, Ciências Sociais e Humanas, entre outros. As unidades de ensino e pesquisa recebem muitos estudantes estrangeiros. Atualmente, somamos 1.345 intercambistas”, assinala Hongyan Gao.

A docente fez questão de afirmar que tem plena confiança no sucesso da cooperação entre as duas universidades, concretizada na instalação do IC. “Penso que nem a distância entre os dois países será um obstáculo para que realizemos atividades em parceria. Não há distância paras as amizades sólidas”. Hongyan Gao disse, ainda, que se “apaixonou” tanto pela Unicamp quanto por Campinas, apesar do pouco tempo no Brasil. “As pessoas são simpáticas e muito amorosas. Além disso, a paisagem é muito bonita”.

O interesse de Hongyan Gao pelo Brasil é tão grande que a docente foi beber numa das fontes mais ricas da literatura nacional, o escritor João Guimarães Rosa, para conhecer um pouco mais sobre a cultura e os costumes brasileiros. Citando uma passagem do conto A terceira margem do rio, que faz parte do livro “Primeiras Estórias”, lançado em 1964 pelo escritor brasileiro, ela afirmou que a sua expectativa é de que o Instituto Confúcio se constitua em “suporte espiritual” para ações que promovam a troca de experiências entre Brasil e China nas áreas cultural e acadêmica.

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