Mary Andringa, coordenadora da força-tarefa da B20, elogia os quatro temas da Cúpula do G20 em Hangzhou

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Por Zhang Niansheng/Liu Xuedan, Diário do Povo

 

 

 

“Como líder empresarial, espero que o tema primordial na B20 e G20 possa atender às necessidades da promoção do crescimento global, e, posteriormente, incorra nas ações e políticas necessárias para promover o crescimento, ” disse Mary Andringa, coordenadora da força-tarefa da B20 e Presidente do Conselho da Vermeer Corporation, em uma entrevista ao Diário do Povo.

No que diz respeito à expectativa sobre as cúpulas do G20 e do B20, Andringa disse esperar que os compromissos nas cúpulas promovam: a simplificação nos regulamentos; implementação de um ambiente de negócios mais aberto e transparente; aprovação de acordos que facilitem o comércio transfronteiriço; melhorem a relação de parceria entre os setores público e privado, para possibilitar o investimento infraestrutural; orientação refletida do futuro do comércio eletrônico, efetuado de mãos dadas com o investimento crescente da rede de banda larga; criação de canais inovadores para diminuir as lacunas de competências técnicas e, assim,  aproximar as pessoas das oportunidades.

Andringa afirmou que aplicação das reformas e programas referidos, implementados numa grande escala ao longo do G20, irá balancear de forma satisfatória as condições da equação face à distância entre risco e recompensa, criando um melhor conjunto de condições para o investimento, novas empresas, crescimento e empregabilidade.

“Devido aos balanços, orçamentos e taxas de juro, as ferramentas fiscais e política monetária podem atingir o seu limite”, afirmou, acrescentando que as reformas estruturais são necessárias para a concretização das metas do crescimento.

Andringa afirmou ainda que é um fato universalmente aceite que a economia global atravessa um período de performance deficiente. “A economia é volátil. Obviamente, eu e muitos outros queremos uma melhoria do crescimento. Porém, há muitas forças externas que dificultam os efeitos das políticas pró-crescimento”.

Ela salientou que, mesmo em economias do G20, é possível constatar movimentos para proteger ao invés de abrir os mercados, para isolar ao invés de envolver, e de propagar o medo ao invés do conhecimento. Na sua opinião, os líderes do G20 terão de encontrar formas de articular uma visão comum, para se conectar com os seus cidadãos de forma a que seja facultada a latitude para instaurar políticas que sejam economicamente benéficas a médio e longo prazo.

“Os quatro temas que a China escolheu para o G20 este ano são pertinentes e também criam uma agenda muito ampla,” enfatizou Andringa, dizendo que o tema “Interconectado” lembra aos membros da necessidade de trabalhar em conjunto para enfrentar desafios compartilhados e remover obstáculos comuns. O tema “revigorado” advém da formação inicial do G20 para debelar a necessidade de recuperação e conseguir a estabilidade financeira.

A “Inovação” é um tema novo e apropriado, devido à sua relação com o crescimento. A inovação dá-se quando os ingredientes importantes são encontrados, tais como ideias, talento, oportunidade e capacidade de conectar e compartilhar.

Ela explicou que várias recomendações do B20 este ano, juntamente com os correspondentes estudos de caso, foram oferecidas para promover a dinâmica dos países do G20, tornando a inovação não apenas possível, mas também inevitável. As recomendações que o B20 fez sobre as PME são transferíveis e relevantes não apenas nos países do G20, mas em todas as nações.

“Sinto que o relatório final do B20 para o G20 é um documento sólido, delineando as reformas estruturais tangíveis que levem a um maior crescimento e vitalidade econômica”, disse Andringa. “As 20 recomendações do relatório são o resultado de mais de 500 membros do setor privado da força-tarefa que se reuniram por várias vezes e chegaram a acordo sobre aquilo que o G20 e os seus respetivos governos podem promover: uma economia mundial mais Inovadora, Revigorada, Interconectada e Inclusiva.”

 

 

 

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