
Nos dias 4 e 5 de setembro, a professora do Instituto Confúcio na Unicamp, Ana Carolina Pianovski, participou da formação para professores de língua chinesa organizada em Santiago, no Chile, pelo Centro de Cooperação Internacional para o Ensino de Línguas (Fundação CLEC).
Durante o curso, profissionais de ensino de mandarim na América Latina puderam acompanhar palestras e compartilhar suas experiências docentes.

Dentre outros assuntos, as palestras trataram do uso de tecnologia nas salas de aula e da importância da construção do conhecimento contextualizado que leve o conteúdo para mais perto da realidade dos estudantes. “É importante conhecer aspectos da China”, conta a professora, mas também é preciso trazer situações que conversem com o contexto do aluno, “como pedir informações sobre um ponto turístico próximo, em vez de aprender a pedir orientações para chegar à Grande Muralha da China”.
A formação também contou com segmentos em que foram discutidas algumas dificuldades específicas de alunos da América Latina durante o aprendizado de determinadas estruturas do chinês — afinal de contas, a distância entre construções do português ou do espanhol e as do mandarim pode ser grande. “Nesse sentido, é importante não ensinar as palavras de forma isolada, mas apresentá-las dentro de construções e contextos, além de proporcionar um input abundante e significativo,” conta a professora.
O papel e a importância dos docentes “locais” — ou seja, aqueles que não são falantes nativos do mandarim, mas conhecem a cultura do lugar sobre o qual dão aula — também foi enfatizada. “Sabemos quais são os pontos em que os alunos têm dificuldade, pois também já enfrentamos desafios ao aprender o idioma,” explica Ana Pianovski. “Assim, tanto o professor nativo quanto o professor não nativo de chinês têm suas vantagens e desvantagens, mas o ideal é combinar as qualidades de ambos”.

